quinta-feira, 23 de junho de 2011

PHU QUOC ISLAND

Phu Quoc Island! 

O sossego de uma ilha tropical, ainda em desenvolvimento (felizmente).
Apesar da altura do ano não ser a melhor para visitar a ilha, devido ao inicio da Época das Monções, Phu Quoc ofereceu-nos 4 dias de calor constante e períodos de sol e céu azul. O mar não estava calmo e azul como desejávamos, e como o conhecíamos das imagens da internet em época seca, mas mesmo assim o prazer de estar numa ilha, quase deserta, foi compensador.


Mai House




Phu Quoc localiza-se no Golfo da Tailândia, muito próxima do Cambodja (a apenas 15 km da fronteira no Sul), que até há pouco tempo a tentou conquistar. Na zona norte da ilha está um grande regimento do exército e a maior zona florestal do Sul do Vietname - Parque Nacional. Este Parque Nacional ocupa 77% da Ilha. Falam-se de projectos megalómanos para a exploração turística na Ilha, entre os quais, grandes Resorts e Casinos. Pensa-se que se vai tornar na “próxima Puket”, descaracterizada e sobrelotada de turistas, por isso a melhor altura para visitar Phu Quoc é agora! Em breve será um paraíso perdido … Poderei dizer que “sou do tempo em que Phu Quoc tinha uma extensão curta de estrada em asfalto e o resto eram estradas de terra” J Lembra-me Ko Chang (Tailândia) que até há 10 anos só tinha estradas de terra e agora já é uma ilha com melhores vias de comunicação.

Rach Gia é a capital da Ilha e é uma cidade piscatória, com um grande porto de barcos piscatórios que estão estacionados ao longo do rio que atravessa a localidade. Os barcos são coloridos: azuis, verdes, vermelhos…
As casas também são de todas as cores e de tons fortes (tal como em todo o Vietname). Para jantar o melhor sítio na cidade é o Mercado Nocturno, que fica ao lado do mar e tem imensas esplanadas com Churrasco e imensa variedade de peixe, mariscos, moluscos. É só escolher o que queremos comer e é preparado na hora. Os produtos são muito frescos e é possível ver sinais disso, mesmo eu não sendo uma perita: nos ouriço-do-mar cortado ao meio, os “picos” ainda se mexem; nas lulas, a pigmentação ainda está a transformar-se como se os poros estivessem a dar os últimos suspiros; os moluscos que vivem dentro de pequenas e de gigantes conchas, ainda se mexem… é tudo muito fresco e para uma pessoa que seja sensível aos animais, é impressionante. Opto pela posta de atum, que já se encontra cortada e pela espetada de vieiras J A acompanhar encontramos o pão de alho, a batata francesa, o arroz, a espiga de milho, tudo assado na brasa! Há um Restaurante que me deixou excelente impressão e onde comi uma das melhores refeições até agora, que foi o “Cat Food” – delicioso!!!


Zona portuária


Grandes barcos coloridos






A escolha da Praia para ficar foi a Long Beach, que fica na zona Oeste e onde se pode ver o pôr-do-sol no mar. É a praia com mais unidades hoteleiras e a mais conhecida (ainda assim muito sossegada); fica no seguimento de Rach Gia. Do nosso hotel, Sea Star Resort, podíamos chegar á cidade em 20 minutos a caminhar, de mota, ou táxi. O Sea Star foi escolhido pelos Bungalows na praia. Por 50 US dólar/noite (2 pessoas) ficamos numa Villa com A/C, tv satélite, frigorifico, pequeno-almoço, free internet e uma varanda com uma vista de 1ªlinha para o mar! Um lugar midrange simpático! Também visitamos o Mai House e esse eu recomendo para casais, pois, apesar de não ter bungalows mesmo na areia, a decoração do seu interior é de muito bom gosto (very romantic).

Para almoçar na praia, normalmente visitam-se os restaurantes dos hotéis onde a qualidade é boa e o preço bastante acessível (entre 2,5 e 6 US dólar). Não apreciei particularmente o do nosso resort, mas recomendo o restaurante do Cassia Cottage (um resort muito bonito), onde comi um atum fresco estufado maravilhoso e o Restaurante Sun Set, que fica mesmo na praia, ao lado do Sea Star. Também existem diversos restaurantes na estada principal.

O mercado nocturno de Rach Gia

Peixes e mariscos fresquíssimos

O Cat Food Restaurant

É só escolher a ementa ao vivo!

O meu jantar delicioso, posta de atum, batata francesa e arroz (claro)


O restaurante da nossa praia
Sunset Restaurant!

A vista...

Uma salada mista com marisco e lulas deliciosa!
~

Uma vendedora de fruta na praia

Um ananás descascado e uma manga por 1 Euro


Outra vendedora, de bolinhos



Num dos dias fizemos um Tour de barco, cujo programa incluía pesca, snorkeling nas Ilhas Na Thoi, almoço a bordo e paragem na bonita praia de Bai Sao. Optámos pela empresa John´s Tour, que estava recomendada no Lonely Planet, mas eu não concordo com a recomendação pois não oferecia condições de segurança – não haviam coletes para todos os passageiros e os que haviam estavam em péssimo estado. Passei por embarcações com melhores condições… Valeu o almoço e a simpatia do guia; quanto á pesca, não obtive resultados e o snorkeling também não vi nada que valesse a pena (talvez fora da época das chuvas as condições sejam melhores). A praia de Bai Sao é um local de água muito serena e areia branca e fina. É muito conhecida por ser a praia mais bonita da Ilha. Estranhamente só tem um local para alojamento e alguns restaurantes. A extensa estrada que liga a esta zona da ilha (sul) não tem boas condições (terra) e penso que é por isso que o local ainda não é muito frequentado. Até quando?
No regresso parámos numa Quinta de Pérolas, onde têm o cativeiro das ostras que produzem as pérolas. Foi-nos demonstrado como se obtêm e feito ensino do tempo que demora a atingir uma pérola grande – cerca de 7 anos. Nesta quinta podem-se comprar inúmeros adornos feitos com estas preciosidades a preços bem mais acessíveis do que na Europa (para quem aprecia).


Bai Sao Beach


Bai Sao


Já no barco...

Viveiros e pescadores

Barcos de pesca nas Ilhas Na Thoi


The Pearl´s Farm

As ostras produtoras de pérolas

Demonstração da extração de uma pérola

"ainda sou do tempo em que as estradas eram de terra em Phu Quoc Island" :)

Túmulos dispersos nos terrenos...


Foi uma passagem curta e deixou o desejo de regressar na época seca para desfrutar melhor do azulão e da serenidade do mar. Ficou muito por explorar em Phu Quoc, nomeadamente as praias de Este, as cascatas e o Parque Nacional.

Rumo a Hoi Na J
Happy me! :)

O único pôr-do-sol possivel de se ver na Long Beach, em época de Monções



Uma Pagoda em Rach Gia

E a maior Pagoda da cidade- linda!!!

Pôr-do-sol em Rach Gia


O último pôr-do-sol em Phu Quoc








quarta-feira, 22 de junho de 2011

CAN THO

Can Tho, a maior cidade do Mekong Delta!

2 horas de viagem de autocarro de Vinh Long, numa camioneta local, cheia de vietnamitas, em que eu e Raquel éramos as únicas ocidentais, objecto de olhares, murmúrios e sorrisinhos. Os passageiros, bem como o motorista, fumavam. Após várias paragens durante o percurso para o motorista reparar a escova do pára-brisas, que era essencial para enfrentar a forte chuva, que entretanto se abateu, chegamos a Can Tho.
Á saída da camioneta fomos abordadas por motoqueiros que nos queriam dar boleia para o hotel. Por uns cêntimos consentimos e experimentamos mais uma aventura de andar de pendura em mota, no transito louco, sob chuva, numa cidade vietnamita.

Descobrimos um hotel óptimo, que nos presenteou com uma sessão de sauna, jacuzzi e  banho turco; Um luxo após a nossa experiência rural do Mekong Delta :) O quarto que ficava no 8ºandar oferecia uma vista deslumbrante sobre o rio e sobre a cidade. No topo, um  bar com uma vista soberba.

No dia seguinte, um passeio pelo mercado local antes do check-out!

A 19 de Junho de 2011, embarque para Phu Quoc Island no Aeroporto de Can Tho, com a Vietnam Airlines.

Ficam as imagens:

A vista do hotel


casas coloniais

Uma PAGODA, lugar de culto no Vietname

O interior da Pagoda, neste caso, Budista



Incenso a arder...


O mercado de rua

A Promenade

HO CHI MIN, herói nacional
Cocos a serem transportados

Diferentes tipos de arroz